Programa Saúde na Escola atende mais de 56 mil em Diadema

O Programa Saúde na Escola (PSE) beneficiou mais de 56 mil estudantes de Diadema entre 2025 e 2026, segundo a prefeitura. A iniciativa levou ações de prevenção e cuidados à rede de ensino.

Criado pelo Governo Federal em 2007, o PSE é uma política intersetorial que reúne os Ministérios da Saúde e da Educação. O programa busca promover saúde e qualidade de vida entre estudantes da educação básica pública.

As ações envolveram alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escolas e entidades conveniadas de Diadema. O ciclo informado pela prefeitura corresponde aos anos de 2025 e 2026.

Na cidade, equipes da Atenção Primária realizam atividades nas escolas e podem identificar necessidades de cuidado entre os alunos. A iniciativa aborda temas como saúde bucal, vacinação, alimentação saudável e saúde mental, conforme a administração municipal.

Alcance, investimento e atividades realizadas nas instituições

Segundo a prefeitura, foram realizadas cerca de 2,5 mil atividades em 107 instituições de Diadema. Desse total, 46 eram escolas municipais, 57 estaduais e quatro entidades conveniadas.

O ciclo 2025/2026 recebeu aproximadamente R$ 357 mil do Governo Federal. O recurso foi transferido diretamente ao Fundo Municipal de Saúde de Diadema.

Entre as ações promovidas pelas secretarias municipais de Saúde e de Educação estavam a conferência da situação vacinal dos estudantes e atividades sobre alimentação saudável. A prevenção da obesidade e os cuidados com a saúde bucal também fizeram parte do trabalho nas escolas.



A prefeitura prevê manter a verificação vacinal, a saúde bucal, a alimentação saudável e a prevenção da obesidade entre as prioridades nas instituições. Essas frentes compõem as atividades locais do Programa Saúde na Escola.

Atuação das equipes de saúde e encaminhamento dos estudantes

O secretário de Saúde, Dr. Antônio Carlos do Nascimento, afirmou que as equipes da Atenção Primária realizam ações coletivas nas escolas, incluindo monitoramento vacinal, cuidados com a saúde mental e bucal e orientações sobre alimentação. Segundo ele, o trabalho também permite identificar necessidades de cuidado dos alunos.

De acordo com o secretário de Educação, Felipe Sigollo, problemas de saúde podem interferir na frequência e no acompanhamento das aulas. Ele citou situações em que a criança não enxerga ou ouve bem, ou sente alguma dor, e ressaltou a atuação de professores e gestores na identificação e no encaminhamento dos casos.

Quando a equipe escolar percebe uma possível questão de saúde, a orientação da prefeitura é comunicar a família e a Secretaria de Educação, além de indicar aos responsáveis que procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A rede municipal conta com 20 UBSs, que prestam o atendimento inicial por meio da estratégia de Saúde da Família e podem encaminhar o estudante a um especialista, se necessário.

A prefeitura informa que as UBSs podem resolver entre 80% e 90% das demandas da população. Até o fim de 2026, está prevista a entrega de óculos gratuitos a estudantes que necessitam, por meio do programa Educando com Visão no Futuro; o plano do PSE para 2027/2028 será elaborado após a definição das diretrizes oficiais pelo Ministério da Saúde.



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